O “Simples Híbrido” e a Reforma Tributária: por que sua empresa precisa decidir o rumo de 2027 em Setembro

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Dia 24 de agosto, 2026

O cenário tributário para as micro e pequenas empresas brasileiras passará por uma de suas maiores transformações históricas a partir de 2027. A Receita Federal e o Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) já estão estruturando a inclusão dos dois novos tributos da Reforma Tributária – o IBS (estadual e municipal) e a CBS (federal) – dentro da guia unificada do Simples, o DAS.

Apesar de a mudança oficial começar a valer apenas em 1º de janeiro de 2027, o prazo para o seu planejamento tributário foi severamente antecipado. A tradicional escolha que os empresários faziam em janeiro deixou de existir.

O calendário mudou: atenção ao prazo de setembro

Se a sua empresa hoje não está enquadrada no regime e deseja ingressar no Simples Nacional para o ano de 2027, o período de solicitação será de 1º a 30 de setembro de 2026.

No mesmo período (setembro de 2026), as empresas que já estão no regime (ou que estão ingressando nele) precisarão tomar uma decisão inédita: escolher se vão recolher o IBS e a CBS por dentro do DAS ou se vão optar pelo recolhimento pelo regime regular (por fora do DAS).

Caso você faça a opção em setembro e o cenário financeiro da sua empresa mude, não se preocupe: o CGSN permite o cancelamento ou desistência dessa solicitação até o dia 30 de novembro de 2026.

O “B-A-BA” do Simples Híbrido: por dentro ou por fora do DAS?

Essa nova dinâmica de escolha é o que o mercado vem chamando de “Simples Nacional Híbrido”. A decisão sobre qual caminho seguir não é meramente burocrática, mas sim uma decisão comercial estratégica que depende diretamente do perfil do seu cliente:

1. Foco em B2B (Empresa vende para Empresa): o modelo “Por fora”

Se a sua carteira de clientes é composta majoritariamente por outras empresas, a opção de recolher o IBS e a CBS por fora do DAS (pelas regras gerais de apuração) tende a ser a mais competitiva.

  • A lógica: ao pagar os novos impostos por fora, a sua empresa consegue transferir créditos tributários cheios para o adquirente. Sem esse repasse de créditos, o seu produto ou serviço pode ficar financeiramente desinteressante e “caro” para os seus clientes corporativos.

2. Foco em B2C (Empresa vende para Consumidor Final): o modelo “Por dentro”

Se o seu negócio atende diretamente o público final, o cenário muda completamente. A melhor recomendação costuma ser manter o recolhimento unificado dentro do DAS.

  • A lógica: como o consumidor final não se beneficia de créditos tributários, o foco do seu negócio deve ser o menor custo fiscal possível. Manter o IBS/CBS dentro da guia única garante uma alíquota total expressivamente menor, protegendo a sua margem de lucro.

Por que é fundamental analisar caso a caso?

Embora a regra geral de mercado divida as águas entre B2B e B2C, a simulação matemática individual é indispensável.

Ao optar por recolher o IBS e a CBS pelo regime regular (por fora do DAS), a sua empresa passará a lidar com alíquotas significativamente maiores sobre as operações.

É preciso calcular com precisão se o impacto desse aumento tributário no seu fluxo de caixa imediato realmente compensa a vantagem competitiva de repassar créditos aos clientes jurídicos. Uma escolha sem embasamento numérico pode comprometer a saúde financeira do negócio por todo o semestre.

Simplificação operacional: o fim da DEFIS

Para além dos impostos, a transição para 2027 traz um alívio burocrático na rotina contábil: a DEFIS (Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais) deixará de existir como uma obrigação acessória separada.

A partir de agora, todas as informações socioeconômicas serão unificadas e prestadas diretamente dentro do próprio aplicativo do PGDAS-D, uma única vez ao ano (entre os meses de janeiro e março). Essa integração reduz o retrabalho e simplifica a conformidade fiscal das empresas.

Sua empresa está pronta para 2027?

O prazo de setembro de 2026 exige agilidade e inteligência analítica. Decidir sem simulações prévias pode custar caro para o caixa do seu negócio.

A Solutta é a sua parceira estratégica na reforma tributária. Nós realizamos todo o estudo de viabilidade, mapeamos o perfil do seu faturamento e indicamos qual é o melhor modelo para a sua empresa crescer com segurança.

Em caso de dúvidas, fale com um de nossos especialistas: Contato

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